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TNE:TARUMIRIM NOSSA HISTÓRIA/NOSSA INFÂNCIA

 PORTAL DO TEMPO

Por:Silvia Leticia Carrijo de Azevedo Sá

Quando éramos crianças nossos brinquedos eram diferentes de hoje, ganhávamos bonecas, carrinhos e era uma festa na vizinhança. Quando um ganhava uma bicicleta o dia não acabava, ficávamos lá fora cada um dando uma voltinha, as mães ficavam conosco para não deixarmos destruir a bicicleta antes da hora. No dia não havia hora para dormir, não precisava sentar a mesa para comer. Era o nosso dia, dia de alegria, dia de festa. Estamos em uma nova fase infantil, não brincamos na rua, o que se perdeu muito de amizades na vizinhança. Não brincamos de bola no quarteirão, pois os carros não param de passar. Nem podemos esticar redes de uma casa a outra, pois o vizinho não aceita que usemos a sua grade. Briga-se por brigas de crianças. Bobagem hoje elas discutem amanhã dividem o lanche na escola. As crianças precisam voltar a serem crianças, brincar de bolinho de barro depois da chuva. Dançar na chuva fria e nem se preocupar com a gripe. Comer frutas escondido do lote do vizinho, mesmo ele sabendo e nós achado grande coisa estar comendo escondido. Tirar manga daquela galha no mais alto, com todo perigo de cair, mas quem é que teria tanta habilidade como nós crianças para tal aventura? E os carrinhos de rolimã em plena descida, as pernas já NÃO doíam mais quando ralava. Já era comum na nossa infância. Com o calor intenso comprar geladinho com as moedas que sobraram do pão pela manhã. Pedir água na vizinha com a casa perto. Coisas que a nossa infância deixou para trás e os de hoje não conhecem, infelizmente. As fincas já ia me esquecendo delas. Furei dois dedos com elas, e quem disse que contei para a mãe, era xingo na certa. Doía muito, mas nada como ganhar uma partida de finca depois da chuva com a terra macia e fofa, afinal nem sabíamos o que era asfalto, a não ser o da avenida que passava longe da nossa casa e só íamos lá quando tínhamos que fazer exames na cidade. Alguém vai dizer: - e as bolinas de gude, elas são o fenômeno da minha época. Um dia apanhei na rua, pois eu ganhei uma lata cheia dos meninos e isso feriu o brio deles. Tomei todos os tapas na cabeça possível, chamei meu irmão mais velho e ele deu um jeito, voltei para casa com a lata cheia e feliz da vida. Claro que não me deixaram jogar por um tempo, mas depois nos acertamos. Infância era sinônimo de compromisso com o trabalho da casa com as mães, aprendíamos a cozinhar, lavar, passar e cuidar dos terreiros que era a parte principal da infância. Hoje nem terreiros mais se tem. Poucas crianças hoje em dia infelizmente conhecem pé de jabuticaba, cair do pé de goiaba, pé de manga ubá, se lambuzar com amoras pretas e doces, pé da banana pendurada no alpendre esperando amadurecer, comíamos as de trás para não sermos pegos de surpresa. Quando íamos à vovó, ela fazia lingüiça e pendurava em cima do fogão a lenha para secar e pegar fumaça levantava a noite para comer escondido, fazíamos churrasquinho em lata de sardinha escondido é claro, fora outras e outras peripécias. O papagaio ou pipa não continha cerol, então podíamos brincar a vontade. Chorava quando alguém derrubava o meu enroscado no outro. Quando quebrava. Quando o vídeo game chegou, eu já era adolescente, mas mesmo assim não nos encantou a ponto de não irmos para a rua nos divertir, comer batata doce assada nos gravetos. Depois ele foi tomando o lugar da rua, a rua sendo inundada por meninos maus que já estavam aprendendo golpes de fliperamas.

BRINQUEDOS  ANTIGOS:

-Peteca:

 

-Carrinho de rolimã:

 

-Carrinho de madeira:

-Bambolê:

 

-Pião:

 

-Gangorra:

 

-Perna de pau:

 

- Jogar bola na rua:

 

-Bolinhas de gude:

- IOIO

- VAI-VEM

-PE DE LATA

 

-TELEFONE SEM FIO

 

 

DICA:Aprenda a fazer o telefone sem fio

1- Primeiramente é preciso lavarmos a latinha.

2- Em seguida arrumamos a borda da latinha.

3- Após arrumar a borda, utilizamos o prego para furar o fundo da latinha.

4- Cortamos 10m de barbante.

5- Após cortar o barbante, é preciso passar ele pelo fundo das duas latinhas.

6- Ver se o telefone está funcionando corretamente, de modo que alguém escute o que foi dito do outro lado.

- PIPA OU PAPAGAIO